O MOVIMENTO ESPERANTISTA DE BEBEDOURO
Com o
nome de Bebedouro Esperanta Societo foi fundado no dia
31 de março de 1957, a entidade representativa da Língua
Internacional ESPERANTO, em Bebedouro- SP. Teve seu estatuto aprovado
em 6 de abril de 1957.
A Diretoria foi composta pelos seguintes membros:
xxxxxPresidente.....................Annibal
de Magalhães Carvalho
xxxxxVice-Presidente..............Luiz
Pedro Brunelli
xxxxx1º Secretário..................Milton
Marcucci Novaes
xxxxx2º Secretário..................Eivany
Antônio da Silva
xxxxx1º Tesoureiro..................Alceu
Victório Magro
xxxxx2º Tesoureiro..................Nilo
Corrêa
No livro de presença da reunião plenária
de 6 de abril de 1957 encontram-se os nomes e assinaturas dos sócios
fundadores:
Carlos Roberto da Silva, Geraldo Ruy Pitelli, Benhur Marcelino, Luiz
Pedro Brunelli, Simão de Mello, Dr. Hygino Leonel de Paiva, Miguel
Domingos Madeira, José Paulo Bataglia, Milton Marcucci Novaes,
Alceu Victório Magro, Annibal de Magalhães Carvalho, Nilo
Corrêa, Eivany Antônio da Silva, Benedicto Dias de Carvalho,
Paulo Araribóia de Souza Pinto e Gilneid David.
Em conversa com antigos bebedourenses, eles informaram
que antes de 1950, Sr. Annibal de Magalhães Carvalho, proprietário
da Casa Guimarães, loja de armarinhos e brinquedos, sito à
Rua São João, 482, era um entusiasta divulgador do Esperanto.
O livro caixa daquele contém registro de colabrações
destinadas especificamente à compra de gramáticas, dicionários
em Esperanto, livros e revistas editados em Esperanto ou sobre o Esperanto,
para serem doados à Biblioteca Municipal de Bebedouro, visando
a divulgação da Língua Internacional, criada por
Dr. Lazaro Ludoviko Zamenhof.
Em 1954 diversas colaborações foram feitas
por conceituados bebedourenses, tais como: Miguel Domingos Madeira,
Loureço Santin, José Stamato Sobrinho, Pedro Fabbri, Eneida
Battistetti, Eunice Amaral Campos, Simão de Mello, Carlos Bray,
Antonio Puppo, Vitório Cardassi, Dr. Antonio Honório Neto,
Higino Zucchi, Constantino Piffer, Gentil Ribas, Nelson Leone Porto
Alegre, Antonio Luppi, Salim Jorge Nassif, Rinaldo Galli, Al;exis Landgraf
Carvalho, Vigilato S. Leite, Emygdio Torres, José Augusto Silva,
Sebastião José da Silva, Antonio Alexandre, D.S. Ferrão,
Antonio de Souza Barrozo, Castelo Branco e outros, cuja assinatura não
possibilita a identificação. Com esta contribuição
os livros e revistas foram encaminhados para as bibliotecas dos seguintes
estabelecimentos de ensino: Grupo Escolar "Abílio Manoel"
e Escola Técnica de Comércio "Vicente César",
entregas feitas em 7 de março de 1955; Grupo Escolar "Cel.
Conrado Caldeira" e Ginásio estadual "Dr. Paraíso
Cavalcanti" entregas feitas em 8 de março de 1955, conforme
anotações no livro-caixa.
Cartas recebidas pelo Sr. Annibal confirmam seu empenho
na nobre tarefa de divulgar gratuitamente o idioma de Dr. Zamenhof.
Uma delas, datada de 28/12/50, enviada pelo rotariano dos Estados Unidos,
Dr. Gilbert Nickel, comenta entre outros assuntos, fatos da Guerra da
Coréia, em que os Estados Unidos estavam envolvidos, e ele pede
ao Sr. Annibal que envie cartas mais longas, para melhor praticar o
Esperanto. Em 13/02/51, Dr. Osvaldo Pires de Holanda, então presidente
do Esperanta Klubo Zamenhof, de São Miguel Paulista, SP, escreveu
ao Sr. Annibal, declarando ser conhecedor de seu propósito de
criar em Bebedouro, um clube de Esperanto e incentivando-o com palavras
encorajoradoras naquele meritório trabalho.
O grupo funcionou até a morte do Sr. Aníbal.
Alguns participantes ainda levaram adiante as iniciativas do professor
e dirigente. Passou a funcionar no Centro Espírita do Calvário
ao Céu, como Departamento da Mocidade Espírita de Bebedouro,
conforme provam os registros em ata daquela entidade.
O grupo encerrou as atividades, quando alguns jovens resolveram retomar
o estudo da língua. Sob a direção de Alcir Palharini,
professor de línguas na Faculdade de Filosofia de Bebedouro,
lingüista, tendo como participantes Edmir Garcia, Roberta Sivieri
de Almeida, Maria Olímpia Medeiros, Edson Gazzoti, Alceu Victorio
Magro, Milton Gambá, João Arantes e outros. Mais uma vez
o grupo encerrou as atividades porque os jovens atingiram idade de estudar
fora da cidade.
Outras tentativas foram feitas, mas acabavam sendo inúteis. Em
1995, Nilza Moraes Raszl, Edson Raszl, Neusa Beleze, Dorvanil Ferreira
Cardoso, João Contro, dirigiram-se à Ribeirão Preto,
onde fizeram o Baza Cxe-Kurso.
O Grupo passou a ser chamado de Bebedouro Esperanto Grupo
e continuaram juntos os estudos da língua, oficializando e abrindo
para a sociedade bebedourense. Nesta fase muitas palestras foram proferidas
nas escolas, no Rotary Clube, entrevistas foram publicadas no jornal
da cidade "A Gazeta de Bebedouro", entrevistas foram dadas
nas rádios da cidade: Radio Nova, Radio bebedouro, Rádio
Iguatemi. Foram feitas diversas panfletagens na Feira Livre, na Praça
Centenário, na Praça Barão do Rio Branco, nas ruas
do comércio. O grupo se reuniu em diversos lugares, inclusive
na sede do Tiro de guerra. Devido à dificuldade de se manter
uma sede ou de conseguir ordem para funcionar sem contratempos, o grupo
optou por se reunir numa sala externa do Centro Espírita do Calvário
ao Céu. Neste período, Juscelino Gama, mudou-se para a
cidade com a sua família por motivo de trabalho e passou a participar
do grupo, dando valiosa contribuição, assumindo o papel
de professor e orientador nas atividades do grupo. Infelizmente Juscelino
foi transferido para outra cidade, mas nós outros continuamos
trabalhando pela continuidade do grupo. Nilza Moraes Raszl assumiu a
função de professora, tem ministrado cursos, proferido
palestras, participado de Congressos, levando adiante o ideal esperantista
em Bebedouro.
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